Produção é estrelada por Christina Applegate, de “Um Amor de Família”

Por GaúchaZH

A morte tem se tornado um assunto recorrente em produções da Netflix. Após o público se surpreender com o suicídio em 13 Reasons Why ou então pelo jogo de idas e voltas à vida em Boneca Russa, a plataforma de streaming aposta suas fichas agora em Disque Amiga para Matar, que estreou no último dia 3. Mais uma vez, o roteiro acerta ao pegar uma linha ainda pouco explorada em comédias.

A série estrelada por Christina Applegate (de Um Amor de Família) começa com um drama imprevisível, mas que se transforma em boas gargalhadas devido aos personagens e ao desenrolar da história. Jen (Applegate) está lidando com o luto após perder o marido em um acidente de carro: ele saiu para correr e foi atropelado por um motorista descuidado que não prestou socorro. Seu amado morreu na hora.

No terceiro mês após o falecimento, a corretora de imóveis percebe que precisa dar continuidade a sua vida – mesmo que tenha decidido, com todas as possibilidades, tentar descobrir quem foi o condutor assassino. Ela fica no pé da polícia, busca câmeras de segurança, refaz passos e cruza horários de pessoas que moram nas proximidades.

Esta investigação ganha outros ares a partir do momento em que ela entra para um clube de luto. Lá, ela conhece Judy (interpretada pela ótima Linda Cordellini, a Samantha de E.R.), que também estaria lidando com a perda de seu marido. As duas, em poucas horas, tornam-se grandes amigas. No entanto, Jen não imagina que a sua nova companheira enlutada tem um segredo surpreendente. Alguns, na verdade.

Por isso, a cada episódio de Disque Amiga para Matar, o público se vê diante de novas incógnitas no texto de Liz Feldman. Afinal, a escolha da roteirista é um dos acertos da produção – anteriormente, ela escreveu 2 Broke Girls, outra trama em que duas amigas de personalidades opostas se unem ao trabalhar no mesmo restaurante.

Em vários momentos, é possível se irritar com os trejeitos de cada personagem e como a história evolui, mas aos poucos o espectador percebe o quanto cada detalhe fará diferença no desfecho. As últimas cenas do 10º episódio, que fecha a temporada, é o exemplo claro do quanto o seriado norte-americano fala sobre a morte de forma irônica.

Com avaliação de 86% no site especializado Rotten Tomatoes, Disque Amiga para Matar é uma daquelas séries que nos fazem pensar sobre o quanto o fim de nossas vidas pode estar próximo, mas que a realidade precisa ser encarada de perspectivas diferentes – mais felizes, principalmente.

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