A possível sequência de “Animais Fantásticos” no Rio de Janeiro não é a única ligação do país com as histórias de J.K. Rowling

Por GaúchaZH

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, nova produção da franquia de Harry Potter, ainda nem tinha estreado nos cinemas quando os fãs brasileiros foram surpreendidos com a notícia de que a sequência da saga se passaria na cidade do Rio de Janeiro, nos anos 1930, após uma série de tuítes misteriosos de J.K. Rowling. Parte do elenco confirmou o caso, mas os estúdios ainda não se pronunciaram oficialmente.

A informação, é claro, animou brasileiros de norte a sul. O que muitos podem desconhecer, entretanto, é que as relações entre o Brasil e Harry Potter remontam ao primeiro filme da série, lançado ainda em 2001, estrelando o jovem Daniel Radcliffe. Desde então, o mineiro Eduardo Lima assina o design dos longas, com a sua companhia MinaLima, estabelecida em Londres.

Além disso, foi confirmada a vinda do designer para a Comic Con Experience, em São Paulo. Ele irá participar do painel da Editora Rocco, que acontece no dia 7 de dezembro, e autografá livros de fãs. Junto da britânica Miraphora Mina, ele é responsável pelo estúdio MinaLima. Eles criaram a capa e os desenhos internos dos livros que trazem os roteiros de Animais Fantásticos e Onde Habitam e Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald.

O designer afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que está torcendo pela sequência em terras tupiniquins:

— Ainda não está oficialmente confirmado, mas já falei para a minha sócia, a Miraphora Mina, que, se tiver cenas no Brasil, eu que vou fazer tudo.

A empresa de Lima é responsável por criar os detalhes dos filmes, como o jornal O Profeta Diário e o Mapa do Maroto. Além disso, a MinaLima assina as capas dos livros com os roteiros dos filmes Animais Fantásticos, publicados nacionalmente pela Rocco.

Neste ano, a editora vai trazer o designer para participar da Comic Con Experience, em São Paulo, dias após o lançamento do livro Os Crimes de Grindelwald, previsto para chegar às lojas neste sábado (1º).

Como o roteiro do novo filme se passa na Paris dos anos 1930, Lima diz ter feito uma mistura de referências de Art Nouveau e Déco para a capa do livro.

— Na França, a Art Nouveau ainda estava muito forte. Colocamos detalhes para causar surpresas, as pessoas precisam parar para ver os desenhos — afirma.

Sobre o trabalho no longa-metragem, dirigido por David Yates, o designer diz sentir uma forte diferença da saga original.

— Nos filmes de Harry Potter, nós tínhamos os livros como apoio, agora é direto da cabeça da Jo (a autora J. K. Rowling) para o longa. No roteiro, não tem tantas informações dos objetos — explica o mineiro, que mantém um canal direto com a escritora britânica, para tirar dúvidas. — Fazemos duas listas, uma com objetos que os atores precisam ter em mãos e outra com gráficos, pôsteres, placas de carro, coisas assim.

Referências ao Brasil

Desde a série original, a franquia Harry Potter faz várias referências ao Brasil. No segundo filme da saga original, Harry Potter e a Câmera Secreta, a cobra que Harry liberta, durante um visita ao zoológico, afirma ao jovem bruxo que voltará à sua terra natal, o Brasil.

Além disso, a escola de magia Castelobruxo, vista como a Hogwarts da América do Sul, está localizada dentro da Floresta Amazônica. O universo expandido da saga também confirma que Newt Scamander estudou lesmas de fogo nas florestas tropicais brasileiras.