Integrante do grupo que faz show na Arena Petry em 19 de maio, David Miller conversou com a Itapema

No dia 19 de maio, a Arena Petry, em São José, recebe o show do quarteto Il Divo: a turnê internacional Timeless celebra os quinze anos de carreira do grupo, formado pelo espanhol Carlos Marin, o suíço Urs Buhler, o francês Sebastien Izambard e o norte-americano David Miller. Acompanhados de uma orquestra, os cantores apresentam, entre outras, as músicas Hola, Love me Tender, What a Wonderful World, Smile, All of Me e Unforgettable. O evento é uma parceria da Arena Petry com o Clube do Assinante NSC. Entradas estão à venda no site Ingresso Nacional, e sócios do Clube do Assinante têm 20% de desconto na compra antecipada.

Il Divo

O gênero da banda é o crossover clássico, estilo que mescla elementos da ópera com música popular. Com ele, os quatro artistas superaram a marca de 30 milhões de álbuns vendidos no mundo, conquistaram 160 discos de ouro e platina em 33 países, e tornaram-se os primeiros artistas de crossover clássico a ter um álbum de estreia no primeiro lugar do Top 200 da Billboard. Em entrevista à Itapema, David Miller falou sobre os quinze anos do Il Divo, a relação do grupo com o Brasil, e o show que vai ser apresentado em Santa Catarina. Confira:

Itapema: Como você definiria o estilo “crossover clássico” para quem não conhece?
David Miller: Esse gênero usa vozes treinadas para música clássica, combinadas com o estilo mais moderno da música popular.

Itapema: O grupo é formado por quatro artistas que vêm de diferentes países. Como esse encontro aconteceu?
David Miller: Nós fomos reunidos por Simon Cowell [mais conhecido como jurado de programas de televisão como ‘The X Factor’, ‘American Idol’ e ‘America’s Got Talent’], que procurava montar um grupo vocal dentro de sua gravadora. Foram dois anos de testes e audições, até que nós quatro fomos selecionados.

Itapema: Tendo origens e referências culturais tão diferentes, o que cada um de vocês adiciona ao grupo?
David Miller: Cada um de nós adiciona algo especial à banda: somos de países diferentes, temos culturas diferentes, falamos idiomas diferentes, temos backgrounds musicais diferentes. Tudo isso dá a cada integrante diferentes referências de vida, e também a respeito do que faz uma música ser ótima. Quando gravamos uma canção, nós temos que satisfazer quatro pontos de vista totalmente diferentes, o que acaba tornando cada música muito mais rica.

Itapema: Vocês estão completando quinze anos de carreira, período em que a indústria musical passou por uma verdadeira revolução. O que vocês acham que mudou para vocês do começo até agora?
David Miller: Tanta coisa mudou nesses quinze anos! Nós estreamos no mesmo ano que o Google, que mudou completamente o mundo moderno. O Facebook nem existia. Naquela época ainda era possível lançar um álbum em país por vez, e passar algum tempo lá, promovendo o trabalho. Agora temos que lançar em todo mundo simultaneamente, e é um pouco mais difícil de criar essa percepção, de chamar atenção. E parece que as pessoas não querem mais comprar música, só usar os serviços de streaming… Mas eu, pessoalmente, ainda amo minha coleção musical.

Itapema: Timeless foi o primeiro disco produzido pelos próprios membros do grupo. Como foi essa experiência?
David Miller: Foi uma experiência muito divertida, que nos permitiu entender o processo de uma perspectiva mais de negócio, não só da nossa habitual perspectiva artística. Nós crescemos muito como artistas durante o processo.

Itapema: Como é o show que vocês vão apresentar em Santa Catarina? O repertório é predominantemente formado pelas músicas de Timeless, ou o público também vai poder ouvir canções dos álbuns anteriores?
David Miller: Esse show é muito divertido de apresentar. Muitas músicas músicas são de Timeless, mas nós também vamos cantar algumas favoritas de trabalhos anteriores – e até uma canção que nunca apresentamos antes, em nenhuma tour. Nós recebemos muitos pedidos para apresentar essa faixa ao vivo, então agora finalmente decidimos colocá-la na setlist. Eu só não vou dizer qual é, para não estragar a surpresa!

Itapema: Vocês já vieram ao Brasil algumas vezes. O que vocês pensam a respeito de seus fãs brasileiros? Como a plateia costuma receber o Il Divo no Brasil?
David Miller: Nós amamos vir ao Brasil! A audiência é sempre muito calorosa e muito aberta à música. Nós só nunca conseguimos decidir se devemos falar em espanhol ou inglês… Nenhum de nós fala português.

Itapema: É possível notar diferenças entre os públicos de diferentes países? Cada um tem uma maneira diferente de se divertir, por exemplo, de aproveitar a música ou de interagir com os artistas?
David Miller: Sim – e é sempre divertido notar como cada país mostra que aprecia nossa música de um jeito diferente. Por exemplo, no Reino Unido e no Canadá, a audiência aplaude muito alto, mas na Espanha, além de fazer isso, eles também gritam. Já no Japão é completamente diferente: eles levam aos shows bastões de luz vermelha que agitam depois de cada música, para mostrar que estão gostando.

Serviço
Encerramento da turnê brasileira ‘Timeless’, do quarteto Il Divo
Quando: Dia 19 de maio, às 20h30
Onde: Arena Petry (SC-281, 4000, Sertão do Maruim, São José)
Ingressos a partir de R$ 200; desconto de 20% para sócios do Clube do Assinante NSC
Ingressos online no site Ingresso Nacional