“The Dead Don’t Die” tem no elenco figuras como Bill Murray, Tilda Swinton e Adam Driver, além do roqueiro Iggy Pop no papel de um morto-vivo

Por GaúchaZH

Novo filme do americano Jim Jarmusch, The Dead Don’t Die deve ser o longa de abertura do Festival de Cannes. As informações são da revista especializada Variety, já que a mostra francesa de cinema ainda não divulgou sua escalação, prevista para ser anunciada no próximo dia 18.

A produção (Os Mortos não Morrem, em português) é uma história de zumbis com os atores Bill Murray, Adam Driver e Chloe Sevigny no elenco. Eles fazem os xerifes de uma pequena cidade que acaba infestada por mortos-vivos.

O roqueiro Iggy Pop interpreta um dos monstros. Também há participações especiais do cantor de folk Tom Waits e da cantora pop Selena Gomez. A estrela Tilda Swinton interpreta uma maquiadora de mortos que vai demonstrar habilidade com a espada. Ainda há Danny Glover e Steve Buscemi. O filme deve disputar a Palma de Ouro.

Um dos grandes nomes do cinema independente, Jarmush (Estranhos no Paraíso, Amantes Eternos) é figura fácil em Cannes. Três anos atrás, compareceu ao festival com dois filmes, a ficção Paterson e o documentário Gimme Danger.

É promissora a escalação de um filme de zumbis para essa que é a principal mostra de cinema do calendário. Dá um ar pop à programação sem sacrificar o seu status cult, em especial num momento em que Cannes tenta se impor diante da voracidade de plataformas de streaming como a Netflix.

Assista ao trailer:

Crise na Apex pode tirar Brasil do mercado do Festival de Cannes

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A crise na Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) pode fazer com que o país fique sem representação no mercado que ocorre durante o Festival de Cannes, principal mostra de cinema do mundo, que começa em maio.

O imbróglio ameaça o programa Cinema do Brasil, que divulga a produção audiovisual nacional no exterior. Caso a agência, que patrocina essa iniciativa desde 2006, não renove o seu contrato, não haverá como manter um estande e ainda custear as operações do projeto em Cannes.

A reportagem apurou que o Cinema do Brasil já depositou ao festival a quantia necessária para garantir um espaço físico no Marché du Film, o braço empresarial da mostra de cinema e vitrine fundamental para expor filmes e séries criados no país.

Mas, sem a verba do patrocínio, será impossível manter as suas atividades, como os encontros com produtores de outros países que queiram tocar projetos em parceria com cineastas brasileiros ou divulgar filmes nacionais para que sejam distribuídos em outros países.

O convênio entre a Apex e Cinema do Brasil vale por dois anos e deveria ter sido renovado em fins de março. Desde janeiro, representantes do programa têm tentado marcar uma reunião para discutir a permanência do projeto. Diretora de Negócios da agência, a empresária Leticia Catelani, não os tem atendido.

A interlocutores, Catelani tem afirmado que é contra o programa. Próxima do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e protegida do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ela é pivô da crise que derrubou o segundo presidente da Apex do atual governo, Mario Vilalva.

A reportagem apurou ainda que o próprio presidente Jair Bolsonaro teria aprovado a demanda dos realizadores ligados ao Cinema do Brasil quanto a haver um estande em Cannes, mas a situação segue indefinida enquanto se desenrola a crise na agência.

Em um e-mail enviado aos seus associados, representantes do programa afirmam que estão “confiantes” e que contam com o apoio do deputado Alexandre Frota (PSL-SP) em suas reivindicações.