A canção faz parte do álbum Beleza e Medo, que conta com parcerias com Zélia Duncan, Zeca Baleiro e Carlos Rennó

Em tempos de pouca fé e muito ódio, Paulinho Moska abre seu novo álbum falando de Beleza e Medo – assim, complementares, com letras maiúsculas. Um artista que sempre cantou principalmente o amor e seus desdobramentos, Moska agora se sente compelido a afiar a língua em outras direções: sinal dos tempos e de sua necessidade de falar sobre o que está vendo e sentindo na pele. O músico diz que inicialmente planejou Beleza e Medo para ser um disco sobre amor, mas certas angústias despertaram a necessidade de falar sobre o que ele tem vivido (e nós, como brasileiros e simplesmente moradores do planeta Terra) e fizeram a urgência e o caos entrarem na cena de algumas composições.

Paulinho Moska

São dez novas faixas, com urgência na voz e pegada muitas vezes rock’n’roll, universo que Moska frequenta muito bem – mas a abertura, com a pensativa Que Beleza, é macia, suingada, convida a pensar o belo através da arte e da evolução. A produção é assinada por Liminha; as baterias são revezadas entre Adriano Trindade e Adal Fonseca; Rodrigo Tavares pilota os teclados; e Rodrigo “Suricato” Nogueira sela o encontro com sua guitarra. Acostumado a compor sozinho, Moska recebe aqui as canetas de Carlos Rennó, co-autor de três faixas (incluindo a política Nenhum Direito a Menos); de Zeca Baleiro (em Pela Milésima Vez); e de Zélia Duncan (no reggae Medo do Medo).

A nova música de trabalho de Moska, extraída de Beleza e Medo, é O Jeito é Não Ficar Só – confira abaixo, e também na programação Itapema: