Produção levou nove anos para ser finalizada e deve levar legião de fãs aos cinemas

Por GaúchaZH

O longo tempo de produção do filme Bohemian Rhapsody pode ser comparado à extensa duração da música do Queen que empresta o seu nome para o longa-metragem. Com estreia em todo o Brasil nesta quinta-feira (1º), a produção se trata de uma cinebiografia de Freddie Mercury e deve levar uma legião de fãs aos cinemas após muita expectativa gerada ao redor do lançamento.

Afinal, foram nove anos desde o anúncio do filme e as gravações até se chegar ao resultado final. Quem liderou todo o processo de construção foi o executivo Graham King, que produziu filmes de Martin Scorsese e Clint Eastwood para então ser incumbido da missão de retratar a história do vocalista de uma das bandas de rock mais amadas do planeta.

Mesmo com todas as dificuldades, Bohemian… faz uma recapitulação da vida de Farrokh Bulsara, jovem da Tanzânia que passa a se chamar Freddie Mercury (Rami Malek) ao ser descoberto pelo guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor. Tudo é narrado como um acaso do destino no longa-metragem, conforme críticas de sites especializados.

Além disso, a película promete ser memorável: ele exibe boa parte do show clássico no Live Aid de 1985, além de relembrar até mesmo a participação no Rock in Rio do mesmo ano.

Por narrar a história de Mercury até metade da década de 1980, o filme acaba focando sua história no relacionamento do vocalista com Mary Austin (Lucy Boynton), considerada pelo cantor como o amor de sua vida e a quem revelou sua homossexualidade, mesmo após um pedido de casamento. A revelação do diagnóstico de Aids e o relacionamento do cantor com sua família também são aspectos que regem a produção.

Dias de luta

Para chegar à telona, o processo foi longo e repleto de reviravoltas. O roteiro, peça-chave de qualquer filme, precisou de duas mãos para ser finalizado: Peter Morgan (indicado ao Oscar por A Rainha e Frost/Nixon) e Anthony McCarten (de A Teoria de Tudo e O Destino de uma Nação) se uniram neste processo.

No entanto, o primeiro grande desafio da produção foi encontrar um ator para vivenciar um personagem tão emblemático – até mesmo Sacha Baron Cohen (Borat) foi cotado para o papel. Freddie é vivido na telona por Rami Malek, o ator da série Mr. Robot.

Outra batalha vencida foi a direção. O cineasta Bryan Singer abandonou a produção duas semanas antes do término das filmagens, alegando um problema familiar. Ele acabou substituído pelo britânico Dexter Fletcher, que havia sido cotado anteriormente para a função.

Aos fãs, qualquer homenagem feita ao Queen – mesmo que entre milhares de percalços – trata-se de um momento especial. Bohemian Rhapsody é mais uma delas e deve ser vivida intensamente.