A turnê levanta mais uma vez o debate a respeito da criação de hologramas de músicos falecidos

Os shows com hologramas de artistas que já se foram ainda são um tema polêmico: enquanto muitos veem neles uma oportunidade de conferir um espetáculo que de outra forma seria impossível, outros consideram a novidade uma forma exagerada e mesmo desrespeitosa de lucrar em cima da figura de um músico. Seja como for, a “versão holograma” de mais um artista vai fazer uma turnê completa pelos Estados Unidos e Canadá a partir de 1º de outubro: agora é a vez de Roy Orbison, no show In Dreams: Roy Orbison in Concert – The Hologram Tour, que vai passar por 28 cidades norte-americanas. O espetáculo estreou com algumas datas na Europa.

Roy Orbison

As apresentações de In Dreams contam com uma orquestra ao vivo, criando, segundo o comunicado oficial, “arranjos nunca antes ouvidos para os grandes clássicos” de Orbison. “Roy gostava de se apresentar em lugares menores, mais intimistas, porque amava ter esse tipo de conexão com os fãs”, comentou Brian Becker, fundador e CEO da empresa BASE Hologram, explicando a inclusão na turnê de cidades menores, fora dos centros tradicionais. “Nós também queremos dar aos fãs a oportunidade única de presenciar esta lenda que continua sendo uma força central no rock and roll; e garantir que pessoas em todas as cidades tenham a chance de testemunhar aquilo que acreditamos ser o futuro do entretenimento ao vivo.” Anteriormente, Alex Orbison, filho de Roy, já havia afirmado: “Para a nossa família, ver o show pela primeira vez foi uma experiência emocional e maravilhosa, e nós sabemos que o público vai ter a mesma reação.”

Os ingressos já estão à venda. No ano que vem, depois da turnê, o espetáculo vai ter uma temporada de residência em Branson, no Missouri – é a primeira residência musical centrada na figura de um holograma.