O frontman Brett Anderson definiu o disco como mais “complicado” e “diverso” que os dois anteriores

Desde seu retorno, em 2010, o Suede lançou dois álbuns, Bloodsports, em 2013, e Night Thoughts, em 2016 – e os dois formam uma espécie de trilogia com o disco The Blue Hour, que a banda planeja lançar no dia 21 de setembro. O registro, o oitavo da discografia do grupo, foi produzido pelo britânico Alan Moulder, conhecido por trabalhos ao lado de nomes do rock alternativo, como The Jesus and Mary Chain, My Bloody Valentine, Nine Inch Nails, Smashing Pumpkins e The Killers. É a primeira vez desde A New Morning (2002) que o Suede não conta com a produção de Ed Buller, seu colaborador de longa data.

Suede

Segundo o comunicado oficial, o título do álbum faz referência “àquele momento do dia em que a luz está diminuindo e a noite se aproxima”, e foi escolhido porque as novas canções “dão pistas de uma narrativa que nunca é plenamente revelada ou explicada”. O frontman Brett Anderson definiu o disco como mais “complicado” e “diverso” que os dois anteriores: “Há muitos elementos que nunca usamos antes, como diálogos, coros e trechos falados.” Confira o pequeno – e misterioso – trailer divulgado:

Em entrevista ao site NME, Anderson contou que The Blue Hour levou cerca de um ano para ficar pronto. “Escrever é a parte difícil para mim”, contou. “Uma vez que as canções estão lá, você pode se divertir, até certo ponto.” Uma das inspirações para a composição do artista é seu filho pequeno: “Esse trabalho foi concebido quase que do ponto de vista de uma criança. Meu filho foi minha inspiração para os dois últimos álbuns, e este é uma continuação daqueles. Bastante coisa neste disco trata dos terrores da infância, então são faixas meio desagradáveis, de certa maneira. Eu acho que o Suede tem que ser desagradável. Esse é o objetivo de uma banda como o Suede. Toda vez que tentamos ser agradáveis, a coisa não funciona. Nós já chegamos a ponto de nossa carreira em que não importa realmente o que estejamos fazendo, desde que estejamos comprometidos e fazendo de uma maneira interessante – assim, nós podemos fazer coisas bastante extremas. Ninguém quer escrever uma música sobre harmonia. É maçante.” O músico também comentou que gosta de visualizar suas composição de uma maneira “geográfica”: “As primeiras eram mais urbanas, e estas estão situadas no interior.”

The Blue Hour

Confira o primeiro single de The Blue Hour, The Inivisibles – em seguida, você pode ver a tracklist completa do disco:

As One
Wastelands
Mistress
Beyond The Outskirts
Chalk Circles
Cold Hands
Life Is Golden
Roadkill
Tides
Don’t Be Afraid If Nobody Loves You
Dead Bird
All The Wild Places
The Invisibles
Flytipping