Para as 6 executivas o Grammy possui problemas no que diz respeito a inclusão de todos os tipos

Executivas de alto escalão das gravadoras Sony, Universal e Warner assinaram uma carta com fortes críticas aos organizadores do Grammy. O documento é uma resposta ao que foi visto na última edição do prêmio, que aconteceu em 28 de janeiro. Jody Gerson (da Universal Music), Julie Greenwald (da Atlantic Records), Sylvia Rhone (da Epic Records), Julie Swidler (da Sony Music), Michele Anthony (da Universal) e Desiree Perez (da Roc Nation) assinaram a carta.

Toda a polêmica começou antes mesmo da edição comemorativa do 60º Grammys Awards acontecer em Nova York. Conforme a equipe da cantora neo-zelandesa, Lorde, que concorria na categoria de Melhor Álbum, os produtores do Grammy não ofereceram a artista espaço para apresentação solo, a única oferta foi para participação nas apresentações de outros artistas. O fato é de se estranhar, já que todos os artistas que concorriam na categoria de Melhor Álbum foram convidados para subirem ao palco, aliás, todos os concorrentes de Lorde nesta categoria eram homens. Outra questão comentada nesta edição foi que apenas uma mulher recebeu o gramofone em uma categoria considerada importante. Foi na categoria de Artista Revelação que a canadense Alessia Cara recebeu o prêmio. Nas outras categorias, Ed Sheeran e Bruno Mars foram os maiores vencedores.

Mas foi a colocação de Neil Portnow, Presidente da Recording Academy que concede os prêmios Grammy, à Variety que aumentou ainda mais a tensão: “As mulheres que têm criatividade em seus corações e almas, que querem ser musicistas, que querem ser engenheiras, produtoras e que querem fazer parte da indústria no nível executivo precisam aumentar o nível, porque eu acho que elas seriam bem-vindas”.

Na carta endereçada a Recording Academy as executivas que “os comentários de Neil Portnow não são resultado de falta de articulação isolada. São, infelizmente, sintomáticos de um problema maior da organização no seu todo no que diz respeito a assuntos de inclusão de todos os tipos”. E continuam “lamentavelmente [a The Recording Academy está] desligada da música de hoje, do negócio e, ainda mais importante, da sociedade”.