A cantora franco-italiana lançou seu novo álbum na última sexta-feira

Saiu na última sexta-feira, dia 6 de outubro, o quinto álbum de estúdio da cantora franco-italiana Carla Bruni, intitulado French Touch: o disco é formado por grandes clássicos da música, todos em novas versões, que ganharam a assinatura tão particular de Bruni – uma amostra já havia sido divulgada em maio, com o lançamento de um cover de Enjoy The Silence, do Depeche Mode. Você pode ouvir o trabalho mais abaixo, em uma playlist preparada pela Itapema no Spotify (aliás, você já segue o perfil da rádio por lá?).

Apesar de, entre 2008 e 2012, ter aparecido na mídia mais como primeira-dama da França, a ex-modelo Carla Bruni tem uma próspera carreira como cantora – mas French Touch é, ao contrário do que o título parece indicar, o primeiro registro da artista em que as músicas foram todas gravadas em inglês. “A ideia veio de David Foster, que produziu o álbum”, explicou Bruni, em entrevista concedida à revista Billboard no meio do ano. “Ele disse que as pessoas nos Estados Unidos iam adorar me ouvir cantando em inglês. Eu disse que adoraria fazer isso, mas nunca tinha pensado em gravar um disco de covers. Quando nos encontramos em Paris para discutir algumas ideias, eu toquei para ele, no violão, algumas das minhas canções favoritas em inglês. E David disse: ‘Nossa, isso vai ficar ótimo. Você pode gravar algumas demos?’ Então eu gravei minhas demos, com meu violão e meu piano. Foi bastante orgânico.”

Na mesma entrevista, quando questionada se sente falta dos privilégios da vida como primeira-dama, Bruni foi rápida em responder: “Oh, meu Deus, de jeito nenhum. Foi uma honra para mim estar nessa posição, e eu tenho boas memórias. Mas eu não sinto falta disso para mim, nem para minha família. Essa situação não permite que você tenha uma vida quieta, serena.” Ela também explicou que, nos quatro anos desde o lançamento de seu último trabalho, escreveu várias músicas, que acabaram gravadas por outros artistas. “Eu me considero principalmente uma compositora”, afirmou. “Quando comecei, eu não me achava boa o suficiente para cantar, então eu escrevia e outras pessoas gravavam. Mas algumas pessoas começaram a dizer ‘essas músicas são tão pessoais, você deveria cantá-las’. Então comecei a cantar.” Bruni citou Julien Clerc e Isabelle Boulay como artistas para os quais compôs recentemente – e disse estar atualmente escrevendo para um terceiro músico, mas não quis citar nomes.

A cantora contou que escolheu todas as faixas do novo trabalho, entre cerca de vinte demos gravadas. Sobre Enjoy The Silence, ela explicou que decidiu enfatizar a letra, uma vez que esta é sua parte favorita da música. “É uma canção meio sombria, mas eu acho que ela ganha força hoje em dia, porque há barulho em todo lugar. Nós precisamos de silêncio. O silêncio cura.” Sobre Miss You, dos Rolling Stones, Bruni comentou: “É uma canção maravilhosa. Nós demos um ar mais latino a ela. Miss You é uma música com a qual todo mundo pode se identificar de vez em quando, porque sentir falta de alguém é universal. Dos nossos filhos, amigos, amantes, cachorros.” Já sobre Jimmy Jazz, do The Clash, a cantora falou: “Nós demos cara de jazz a essa faixa. Não estamos tentando competir com o The Clash, sabe. Nós fomos em uma direção mais feminina. Espero que Joe Strummer não me mande mensagens do céu, ou do inferno. Sabe-se lá onde ele está.” E The Winner Takes It All, do ABBA, foi gravada “como uma música de Joan Baez; muito doce e folk.”

Naturalmente, Bruni não escapou das perguntas sobre política – mas foi bastante diplomática e breve ao responder: “Desde que meu marido virou presidente da França, eu evito fazer comentários sobre política. Mas quer saber? Eu desejo muita sorte aos Estados Unidos e a seu presidente. E ao novo presidente da França, também. Porque este é um trabalho difícil.”