Saiba mais sobre a mostra, que está em cartaz no Victoria and Albert Museum

Abre neste sábado, dia 13 de maio, no Victoria and Albert Museum, em Londres, a aguardada exposição Pink Floyd: Their Mortal Remains, que busca mostrar um pouco da história e da arte da banda – para fãs apaixonados e para leigos. A mostra é inspirada em David Bowie Is, exposição sobre Bowie que percorreu o mundo a partir de 2013. O site NME visitou a mostra e fez uma lista de coisas que a fazem valer a pena. Confira.

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Ela começa do início

A entrada da exposição é através de uma réplica da antiga van Bedford da banda, que costumava ser usada para levá-los a shows bem no início da carreira. Reza a lenda que o veículo foi comprado por 20 libras.

As ideias de Peter Wynne-Willson

Peter Wynne Willson, parceiro do grupo no começo da carreira, foi quem ajudou os primeiros shows do Pink Floyd a ter o jeito psicodélico que se tornaria característico: ele foi responsável pelas pinturas em tinta colorida que formavam o backdrop das apresentações. Os chamados “cosmocles” de Wynne-Willson também estão entre os itens à mostra: um par de óculos psicodélicos que permite que o usuário veja o mundo através de prismas e lentes coloridas.

Syd Barrett

Entre 1965 e 1968, Barrett foi o frontman do Pink Floyd – e passou a maior parte dos próximos 40 anos recluso, até morrer em 2002. Ele quase não aparece na exposição, mas é mencionado nas primeiras salas – e, em vídeo, Roger Waters afirma que “nós não teríamos existido se não fosse por ele.”

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Você pode assistir uma gravação do “anti-Woodstock”

Em uma das salas, dedicada aos álbuns gravados pelo Pink Floyd nas décadas de 1960 e 1970, há uma gravação da performance Live At Pompeii, que foi chamada de “anti-Woodstock”. Por quê? Porque aconteceu em uma antiga cidade romana, deserta, com absolutamente ninguém na audiência.

O corredor Dark Side vai deixar você em transe

Um corredor totalmente negro, com o álbum Dark Side Of The Moon tocando em loop, e apenas um holograma giratório do icônico prisma da capa – segundo a descrição, “você vai desejar estar chapado” para poder aproveitar 100% a experiência.

Antigas tecnologias

Se você é apaixonado por tecnologias antigas e equipamentos de gravação vintage, pode comemorar: há muito disso na exposição.

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O contexto histórico

Uma parte da mostra se dedica a explicar o impacto que o Pink Floyd teve na efervescente cena cultural dos anos 1970 – trazendo inclusive uma réplica de uma camiseta usada por Johnny Rotten, do Sex Pistols, que dizia “I HATE Pink Floyd” [“eu ODEIO o Pink Floyd”].

Os icônicos infláveis

Bonecos infláveis gigantes marcaram muitos dos shows do Pink Floyd – e uma das salas traz uma seleção deles, usados na recente – e grandiosa – recriação do show The Wall, protagonizada por Roger Waters.

Há uma mini-Usina Termelétrica de Battersea

A Usina Termelétrica de Battersea, desativada, foi imortalizada na capa de Animals, de 1977, que mostrava um porco gigante voando acima da famosa estrutura londrina. A usina fica próxima ao museu, e foi recriada em menor escala na exposição – inclusive com uma versão reduzida do porco voador. “O porco original é enorme”, explica a curadora Victoria Broackes. “Ele teria preenchido, sozinho, toda a sala.”

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A estrutura de palco da banda era sempre épica

E isso fica claro na mostra, que traz desenhos, miniaturas, modelos e itens usados em cada uma das maiores turnês do grupo.

Há pouco sobre a vida pessoal dos integrantes – e isso é intencional

“Uma das coisas mais interessantes sobre o Pink Floyd é que não se sabe muito sobre cada integrante individualmente”, diz Broackes. “Eles sempre se apresentaram e expressaram através da música, das performances, da arte, e é por isso que a exibição foi pensada desse jeito.”

Ela termina no final

O que corresponde ao Live 8 In Hyde Park: último show do Pink Floyd, realizado em Londres em 2 de julho de 2005.

Os ingressos custam entre 20 e 24 libras, e estão disponíveis aqui – boa dica para quem está planejando uma viagem para Londres. Para quem não está, resta torcer para que Pink Floyd: Their Mortal Remains seja trazida ao Brasil no futuro.