Ontem foi uma quinta-feira memorável!

Troca de horário, trabalho na Itapema à tarde (valeu, Jane Pozza!), congestionamento, buscar as crianças num corre frenético para um encontro marcado com o som da Brasil Papaya e o lançamento do DVD Emancipation, que comemora os 18 anos de música instrumental.

E o coração, a mil! Até parecia que eu iria me apresentar. E em parte sim, pois meu maridão Renato Pimentel é um dos guitarristas, junto com o irmão Eduardo Pimentel, também guitarra, violões e cavaquinho. Baba Júnior, baixos; e Alex Paulista, bateria e cajon. No hall de entrada, amigos se encontravam, se abraçavam numa linguagem única, universal. E, quando as portas do teatro Ademir Rosa do CIC se abriram, os papayanos não pensaram duas vezes em procurar suas poltronas e ficar à espera do som.

Com os trabalhos de Antonio Rossa, que dirigiu o DVD Emancipation no telão, seguido da abertura característica da banda – que leva todos a uma viagem no tempo, com os sons do início da internet -, a Brasil Papaya estava no palco, com For All – literalmente, para todos. Esta foi seguida pela rápida Happy Guitars, do primeiro CD da banda.

Foto: Maria Victória

E a noite ganhava novos brilhos, com grandes parcerias. O solo do baixo de Baba Junior deu o tom para o primeiro convidado, Marcos Gaitero, com sua gaita ponto numa versão roqueira para Libertango, clássico de Astor Piazola. Gaitero permaneceu no palco, e ajudou a formar, ao lado de Cristian Faig e Eduardo Pimentel, o Trio Ponteio. E, com um cenário que remete à tranquilidade do campo, numa dinâmica mais tranquila, o trio fez um convite a um “relax momentâneo” para tudo o que ainda estava por vir!

Aos poucos, e ainda com um ar bucólico, os outros Papayas se juntavam aos três, num clima acústico e ao sabor de um chimarrão.

Foto: Maria Victória

E o palco voltou a tremer com a potência máxima da banda, que se unia naquela momento à música erudita, com o violino elétrico de Iva Giracca, o cello de Daniel Galvão e o piano de Alberto Heller; numa versão rock de Inverno, de Vivaldi. Heller também interpretou a Marcha Turca, de Mozart, acompanhado da banda.

Foto: Gilson Luis Kichler

E o grande encontro chegava ao fim com um pedido dos papayanos: “Toca Kichute!”, que deu margem para o famoso trocadilho “Toca Raul!”. Pedido feito, pedido aceito: Kichute fechou a noite. Será?! Ainda não… Faltava o bis. E ele veio com Hocus Pocus, um clássico dos anos 70, da banda de rock progressivo Focus. E foi lindo ver todos juntos no palco, improvisando… A primeira foto deste post é o meu registro pessoal para este grande final.

A noite terminou com aquele gosto de quero mais… Agora é esperar um novo show e dar play no DVD – no volume máximo. Só tem um detalhe: é bom avisar o seu vizinho!

É isso, pessoal! Logo estou de volta com mais novidades. Abração da Naia Coral! o/

por Naia Coral
Comunicadora Itapema FM