Três gigantes do hard rock ensaiam voltar em breve

Por GaúchaZH

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Três gigantes ensaiam voltar e, quem sabe, trazer consigo um revival do hard rock, cujos cacoetes, como vozes agudas e cortes de cabelo estrambólicos, foram tornados bregas pelo grunge nos anos 1990.

O Van Halen é um deles. O grupo fundado em 1972 pelos irmãos Eddie e Alex mais o baixista Michael Anthony e o cantor David Lee Roth tem sido alvo de boatos de retorno – seria a primeira reunião da formação original desde 1984.

A banda lançou em 1978 seu primeiro disco, Van Halen, com músicas como Runnin’ with the Devil. Nessa formação, gravou mais cinco álbuns. Roth saiu em 1985 e teve êxito razoável na carreira solo. Foi substituído por Sammy Hagar, com quem o Van Halen se aproximou do pop em hits como Can’t Stop Lovin’ You. Ele também seria trocado, em 1996, por Gary Cherone, então cantor do Extreme, do sucesso More Than Words. O grupo ainda faria turnês com Hagar, em 2003, e com Roth, em 2006, ocasião em que Anthony foi substituído por Wolfgang, filho de Eddie.

Agora, especula-se que os quatro tenham se entendido para sair em turnê com nomes como Metallica e Foo Fighters.

Os boatos nasceram de uma declaração de Roth, em dezembro: “Quando voltarmos à cidade e fizermos a coisa original, talvez com alguém famoso, vocês terão ingressos”. Ele ainda disse que “a próxima vez que minha banda tocar, será no lugar onde os Yankees jogam”, em menção ao time de beisebol nova-iorquino cujo estádio abriga shows.

O Guns N’ Roses é outra lenda do hard rock que ensaia voltar com três dos membros que criaram a banda em 1986, em Los Angeles, nos EUA. Após décadas brigados, Axl Rose, Slash e o baixista Duff McKagan não só fizeram as pazes, em 2016, como passaram quase três anos juntos na turnê Not in This Lifetime… – o título ironizava resposta de Axl a um jornalista que, em 2012, perguntou quando eles, separados desde 1993, se reuniriam. A harmonia foi turbinada pelo retorno da turnê, uma das cinco mais lucrativas da história, com US$ 400 milhões (R$ 1,5 bilhão) de receita. Especula-se que o grupo se reúna para gravar um disco em junho; seria “o passo natural”, disse Slash há dois meses.

Precursor da cena que originou o Guns, em Los Angeles, o Mötley Crüe terá sua história revista em filme que estreia em 22 de março na Netflix.

Motley Crüe

O título dimensiona a pretensão do conjunto: The Dirt: Confessions of the World’s Most Notorious Rock Band. O elenco inclui famosos, como o rapper americano Machine Gun Kelly, que vai interpretar o baterista Tommy Lee. Em cena, os excessos do grupo, de hits como Dr. Feelgood e notório por overdoses e polêmicas – inclusive com o Guns, de Axl, que propôs lutar com o cantor Vince Neil após este ter dado um soco no guitarrista Izzy Stradlin, em 1989.

Ainda dá tempo de os roqueiros – ora senhores pançudos – tirarem a rixa a limpo: após anunciar o fim em 2015, o Mötley Crüe voltou em 2018, e Neil sempre que pode reafirma que seu aceite para o duelo “ainda está de pé”. Só não vale borrar a maquiagem.