Pearl Jam: Home and Away conta com mais de 200 itens, e fica em cartaz até o início de 2019

Há cinco anos, o baixista do Pearl Jam, Jeff Ament, e sua agora esposa, Pandora, visitaram o túmulo de Andrew Wood, ex-parceiro de banda de Ament na Mother Love Bone: Wood morreu de overdose em 1990, aos 24 anos de idade – depois da tragédia, Ament e o guitarrista Stone Gossard reconstruíram o grupo, que mais tarde se tornaria o Pearl Jam. Segundo o que Ament contou à revista Rolling Stone norte-americana em entrevista recente, ele ficou desapontado com o túmulo do ex-colega, que não parecia à altura do papel que Wood teve na formação do rock de Seattle. No caminho de volta para casa, o baixista comentou: “Se alguém que eu conheço merece uma estátua, é ele. Ele iria amar ter uma estátua.”

Pearl Jam

Agora, a estátua existe – e faz parte da exposição Pearl Jam: Home and Away, em cartaz até o início de 2019 no Seattle Museum of Pop Culture (MoPOP), na cidade-natal do Pearl Jam (e também do Mother Love Bone e de tantas outras bandas icônicas do grunge, como Nirvana, Alice In Chains e Soundgarden). Assinada pelo artista Mark Walker, a escultura foi toda feita em bronze – e custou “um monte”, segundo Ament, que justifica dizendo que muitas coisas na cena musical de Seattle teriam sido diferentes, não fosse a influência de Wood.

Pearl Jam

Embora a estátua chame atenção, ela está longe de ser a única – ou sequer a principal – atração na mostra: o arquivista e produtor de vídeos Kevin Shuss e o curador do MoPOP, Jacob McMurray, uniram esforços para juntar mais de 200 itens que contam a história dos mais de 30 anos de carreira do Pearl Jam. São letras escritas à mão, cadernos e uma máquina de escrever que pertenceram a Eddie Vedder, objetos usados como cenografia em shows e gravações de videoclipes, pôsteres e panfletos de shows. Há até mesmo a recriação do espaço de ensaios da banda; e as grandes letras usadas na fotografia de capa de Ten, álbum de estreia do grupo. Shuss comentou, na inauguração da exposição, que, há 28 anos, quando começou a trabalhar com o Pearl Jam, jamais poderia imaginar que esse tipo de item se tornaria peça de museu algum dia. “Até há algumas coisas que são mais valiosas que outras, em termos de dinheiro”, disse. “Mas um pequeno panfleto pode ter um significado tão importante quanto.”

A exposição abriu no mesmo final de semana em que a banda esteve em Seattle para os Home Shows, primeiras apresentações do grupo na cidade em cinco anos: os shows arrecadaram mais de US$ 11,5 milhões para ajudar pessoas em situação de rua na região.