Quando você pensa em um ícone do rock, qual é a primeira pessoa que vem à sua cabeça? Muita gente pode escolher Mick Jagger ou Robert Plant para responder a essa pergunta. Cada um com seu estilo, os dois músicos definiram em grande parte a identidade de suas bandas, os Rolling Stones e o Led Zeppelin, marcaram época (ou épocas, considerando-se que os dois estão na ativa no mundo da música desde os anos 1960) e influenciaram gerações de cantores, que, consciente ou inconscientemente, tentam reproduzir seus trejeitos, suas vozes, seus modos de cantar.

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Os Rolling Stones são uma das bandas mais antigas ainda em atividade, e, ao lado dos Beatles, foram considerados o grupo mais importante da chamada Invasão Britânica, movimento que aconteceu nos anos 1960 e apresentou vários artistas ingleses às paradas norte-americanas, influenciando o cenário musical no mundo todo. É até difícil listar os maiores sucessos dos Stones, que, liderados por Jagger – e pelo guitarrista Keith Richards -, criaram hinos do rock como (I Can’t Get No) Satisfaction, Sympathy For The Devil, Jumpin’ Jack Flash, Miss You e Tumbling Dice; vendendo mais de 240 milhões de álbuns ao longo da carreira. Já o Led Zeppelin, formado em 1968, é reconhecido como um dos progenitores do heavy metal – e o vocalista, Robert Plant, influenciou diversos artistas que vieram depois dele, como Freddie Mercury e Axl Rose. O cantor foi eleito o 15º melhor vocalista da história pela revista Rolling Stone, e já foi considerado o melhor vocalista de heavy metal de todos os tempos por publicações especializadas.

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Para comemorar o Dia Mundial do Rock – que relembra o megaevento Live Aid, que aconteceu nesse dia em 1985, e contou com a participação de artistas como Paul McCartney, Elton John, David Bowie e Queen, além dos próprios integrantes dos Rolling Stones -, a Itapema e o Let It Rock vão presentear dois ouvintes, um com a biografias de Mick Jagger, e outro com a biografia de Robert Plant, dois representantes tão icônicos deste gênero. Para participar do concurso, era necessário responder à pergunta que introduziu este texto: Quando você pensa em um ícone do rock, qual é a primeira pessoa que vem à sua cabeça? Mas as únicas opções de escolha eram Jagger ou Plant! E os dois vencedores foram Eduardo Neves SoaresRodrigo Kinchescki! Eduardo elegeu Robert Plant como seu ídolo máximo do rock. Confira a resposta:

Vendo esta pergunta na madrugada de domingo, vou direto ao dicionário no significado de ícone – vejo lá escrito: “Na igreja russa e grega, imagem pintada representando a Virgem ou um santo.” E na ‘igreja do Rock’, quem poderia ser? Diante destes dois, defendo fielmente o Plant, pois quem melhor para santificar o rock com sua bela voz, oscilando entre a ternura e a raiva, o sussurro e o grito, a força e a leveza?

Já Rodrigo escolheu Mick Jagger. Veja o que ele respondeu:

Não é necessário pensar muito para se lembrar de um senhor chamado Mick Jagger. Músico astuto, com berço no blues apesar de ser dono de uma postura de palco totalmente rockeira (livre, de entrega a sua música e ao seu público). Apesar de ser considerado a cara da maior banda de rock do mundo (lembra da língua da logo da banda?) nunca se coloca à frente dos companheiros. Se sente vontade de algo diferente, se aventura em outros caminhos, seja em projetos solos ou em parcerias com outros músicos. Rock é rock, e para ser um ícone nada de ser um cara comportado e esquecer alguns itens importantes: transgressão, morte polêmica, envolvimento com drogas, orgias, filhos fora do casamento, quartos de hotel destruídos, shows com confusão e morte, relacionamentos tenebrosos. Agora, nada disso teria valor se Jagger se esquecesse da característica essencial do ícone do rock: sobreviver a tudo isso e chegar aos 71 anos em plena forma. Como ele mesmo afirmou: It’s only rock’n roll (but i like it).

Parabéns aos vencedores! Cada um vai levar para casa a biografia de seu ídolo favorito. Fique ligado na Itapema para participar das próximas promoções! 😉

Sinopses

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Robert Plant: Uma Vida
Autor: Paul Rees
Tradução: Érico Assis
Editora: Leya

Robert Plant assumiu o posto de divindade do rock como vocalista do Led Zeppelin, a banda que mobilizou arenas, destruiu hotéis e deixou um legado de sucessos até hoje ouvidos – e cultuados – por milhões de fãs. As cordas vocais privilegiadas e a presença de palco majestosa do cantor estão entre os principais motivos deste sucesso. O Led Zeppelin, porém, é só uma parte da vida deste ícone da música – e nesta biografia, escrita pelo jornalista Paul Rees, é exatamente um terço da história. Antes, há um garoto que cresce nas Midlands da Inglaterra, que descobre Elvis Presley e o rock nos salões de baile, que desafia os pais e a rigidez do colégio com seu cabelo comprido e sua atitude. Depois, são mais de três décadas de carreira solo e com outras bandas, incessantemente dedicadas à música. Robert Plant: Uma Vida também é a história do homem apaixonado por viagens, pelo futebol, pela literatura e pelas mulheres. É o que contam seus amigos e colaboradores – inclusive aqueles que não o veem como um ser divino, muito pelo contrário… Reservado quanto à vida pessoal e à tragédia que o abalou para sempre, Plant nunca autorizou uma biografia sua nem do Led Zeppelin, o que inclui esta. Mesmo assim, Rees consegue um panorama histórico que elucida a voz por trás de Stairway to Heaven, Dazed and Confused e Whole Lotta Love, entre muitas outras.

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Jagger, A Biografia
Autor: Marc Spitz
Editora: Benvirá

“Quem é Mick Jagger?” Em 50 anos de existência dos Rolling Stones, a pergunta que estampou camisetas na década de 1970 continua sem resposta. Por 15 anos, Jagger não concedeu uma entrevista com mais de vinte minutos de duração, nem comentou as declarações e críticas que Keith Richards publicou em seu livro de memórias, Vida, publicado em 2011. Em Jagger, o jornalista musical Marc Spitz desvenda mistérios de um dos mais polêmicos e importantes personagens do rock de todos os tempos. Spitz traça um perfil de Jagger por meio das lembranças de amigos e colegas – roqueiros, cineastas, escritores e artistas – que cruzaram o caminho do Rolling Stone e revela as múltiplas facetas do cantor. Nada escapa aos olhos e ouvidos atentos de Spitz: a fama de conquistador, os conturbados relacionamentos – com Marianne Faithfull e as ex-esposas Bianca Jagger e Jerry Hall -, a complexa e criativa parceria com Keith Richards e a rivalidade com os Beatles, no começo de tudo. Combinando biografia com história cultural, Jagger se desdobra como um documentário vibrante, que vai da infância do artista numa família de classe média em Londres, no pós-guerra, até seu reconhecimento como cavaleiro da Coroa Britânica. Perspicaz e muitas vezes engraçado, o livro oferece um retrato fiel do homem por trás do mito.