A banda está em turnê comemorativa de 40 anos de carreira

Você não precisa ser fã de Kiss para se divertir – e muito – no show da banda. Foi o que eu descobri na noite da última segunda-feira, dia 20 de abril, durante a primeira apresentação do grupo em Florianópolis. Eu confesso: nunca fui fã dos caras, dessas de ficar ouvindo as músicas e saber cantar todas as letras – mas claro que entendo que a importância deles para a música e, principalmente, para o rock, é inegável. Assim, tendo a oportunidade de ver Paul Stanley, Gene Simmons, Eric Singer e Tommy Thayer de pertinho, eu fui.

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Não me arrependi nem por um momento. O Kiss é fantástico no palco – e que palco, senhoras e senhores: a estrutura montada no complexo Music Park, em Jurerê, impressionou. O lugar em si não é grande, e o público ficou em torno de 6 mil pessoas, menos do que a maioria dos shows que a banda está acostumada a fazer (mas compensou gritando e cantando em dobro, se os agradecimentos empolgados de Paul Stanley no Twitter algumas horas depois forem levados em conta); mas isso não fez com que o grupo economizasse na pirotecnia, no gelo seco, nos telões, na maquiagem, nos figurinos, nos jogos de luzes, na chuva de papel picado – juro, dava para encher um estádio com aquilo. Só ficou de fora a “tirolesa” que Stanley tem feito sobre o público em Love Gun, e que rolou no show de Curitiba. No setlist, só hits: Detroit Rock City, Psycho Circus, Do You Love Me, Deuce, I Love It Loud.

O mais divertido de tudo é que, como muitos shows de rock de bandas veteranas, a apresentação do Kiss é cheia de rituais: cada integrante tem seu momento de destaque, como aqueles em que a bateria de Eric Singer sobe para deixá-lo mais à vista da multidão, ou os solos de Tommy Thayer. Gene Simmons cospe fogo em War Machine, e, em outro momento do show, cospe também “sangue” – parece tosco, e é um pouco, vai. Mas também é legal. É o tipo de coisa que se espera de um show do Kiss, e eles não decepcionam – em 40 anos de carreira, comemorados na turnê atual, sabem muito bem como agradar aos fãs. Já Paul Stanley faz a ponte entre os músicos e o público, conversando um bocado com a plateia entre uma música e outra e fazendo todo mundo gritar e aplaudir ainda mais. E no final, é claro, vem o ritual mais tradicional de todos: aquela saída estratégica antes do bis, para voltar com Shout It Out Loud, I Was Made for Lovin’ You e Rock and Roll All Nite – no final da qual, Stanley, só para fechar, quebra a própria guitarra. Clássico.

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[fotos: Félix Zucco]

Neste final de semana, o Kiss ainda se apresenta no festival Monsters Of Rock, em São Paulo, como headliner da segunda noite do evento, no domingo. Na véspera, o baixista Gene Simmons autografa o livro sobre o showbiz Eu, S.A. – Construa um exército de um homem só, liberte seu deus interior (do rock) e vença na vida e nos negócios, lançado no Brasil pela Rocco. A sessão de autógrafos acontece na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, no dia 25, sábado, das 14h às 16h.

Falando em Kiss… Saiu bem nesta semana o trailer de Scooby-Doo! Rock & Roll Mystery, novo filme do Scooby-Doo, que conta com a participação – em forma de desenho animado, é claro – da banda. O longa, que tem lançamento previsto para julho, será ambientado no Kiss World, parque temático do grupo. Na trilha sonora estarão seis clássicos do Kiss, além de uma música inédita, composta especialmente para a animação. Os próprios músicos dublaram seus personagens no filme.

Veja o trailer abaixo:

E, para encerrar, caso você ainda não saiba, a bandUP!, empresa de comércio eletrônico especializada em música, já lançou a primeira loja virtual oficial do Kiss no Brasil. Por enquanto, o endereço oferece camisetas masculinas e femininas, action figures, canecas, copos, material escolar e capas para celular – mas a previsão é que cerca de 400 novos produtos sejam adicionados ao longo dos próximos meses. A época é boa para os fãs da banda. 😉