No começo do mês de junho, prestes a lançar seu novo álbum, Jamie Cullum resolveu compartilhar com os fãs algumas joias do processo criativo de “Taller“, seu oitavo álbum de estúdio, que chegou ao mercado na última sexta-feira. O músico inglês simplesmente, de surpresa, revelou vídeos completos de algumas músicas do novo trabalho.

Os videoclipes, realizados no Craxton Studios, em Londres, mostram o artista em momentos distintos, tanto ao ar livre totalmente à vontade com os parceiros da banda quanto concentrado ao piano, demonstrando o conforto de estar em um dos seus lugares preferidos, o estúdio.

As três canções reveladas este mês chegaram aos poucos nas plataformas oficiais de Cullum, sem muito alarde, mas a terceira faixa veio com uma mensagem do músico nas redes sociais: “Estamos a apenas uma semana do lançamento do meu novo álbum, “Taller”, e para celebrar, pensei em lançar mais uma música para você hoje.” Logo a maioria dos fãs tomou conhecimento dos vídeos e a comemoração ganhou mais visibilidade, com burburinhos pela web e muitos ‘views’ no youtube.

 

Durante os cinco anos desde o último lançamento, Cullum teve tempo pra pensar nos padrões de jazz e covers do álbum anterior, “Interlude”, e agora ele diz que ao longo do processo criativo do novo trabalho, ele se sentiu, “como um compositor, em primeiro lugar”.

“Taller” começou no momento em que Cullum voltou para a prancheta para escrever sobre o que estava vivendo na época, usando seu próprio mundo como inspiração. Segundo ele, cada canção reflete o desejo de crescer, aprender e explorar a vida como ela é.

 

O álbum abre com a faixa-título, lançada anteriormente, onde Jamie fala de sua altura e compara com a da esposa escultural, Sophie Dahl. “Eu gostaria de ser mais alto”, brincou ele, em pronunciamento, antes de falar sério dizendo que o disco é uma carta de amor para a esposa. Há mais surpresas neste álbum, como a decisão do músico de abandonar as virtuosas releituras de ‘piano jazz’ para músicas originais e produções modernas. Sobretudo a nova fase parece evidenciar a necessidade de se reinventar de maneira arrojada.

O mais recente single do álbum, “Drink”, nos mostra um lado diferente do cantor e compositor, dessa vez mais pensativo e sombrio. Enquanto canta sobre a natureza fugaz do tempo e como ele não quer gastar o ‘seu’ tempo mergulhado em tristeza, Cullum se mostra sincero e vulnerável, e surpreende.

 

 
Vídeos e foto – divulgação.