No ano passado, David Byrne levou a celebrada turnê ‘American Utopia’ mundo afora. Agora, preparando o terreno para estrear na Broadway, o artista vai transformar seu show em um espetáculo que promete aumentar o nível da experiência de vê-lo ao vivo. As apresentações serão no ‘Hudson Theatre‘, em Nova York, entre os dias 4 de outubro (deste ano) e 19 de janeiro do ano que vem.

Com o veterano Alex Timbers como consultor da produção, Byrne quer aprimorar as ideias conceituais do show que surgiram desde o início do processo criativo, já que agora ele pode contar com mais estrutura para desenvolver proporções ainda maiores na nova leitura teatral.

O músico escreveu um longo texto no site oficial sobre sua vontade de levar ‘American Utopia’ para os palcos da Broadway. Aqui está um trecho:

“Por causa do quão teatral é o show, as pessoas começaram a me dizer: “Isso precisa ir para a Broadway”. Por que não? Mas o que isso significa? Em cartaz em um belo teatro da Broadway, podemos aperfeiçoar o som, as luzes, o movimento – não precisamos nos adaptar a um novo lugar todas as noites!”

 

Em cena, o ícone inovador do pop/rock, divide os holofotes com uma banda de 11 artistas de diferentes nacionalidades – entre eles, dois percussionistas brasileiros: o catarinense, natural de Joaçaba, Mauro Refosco e o baiano e Gustavo Di Dalva. Todos os músicos executam movimentos no palco, devidamente ensaiados sob a supervisão da coreógrafa Annie-B Parson. Além das faixas do disco mais recente, o repertório conta também com alguns sucessos do Talking Heads, grupo que Byrne liderou entre 1975 e 1991.

David Byrne lançou 7 álbuns de estúdio em carreira solo e mais outros 4 colaborativos. Realizou dois discos com Brian Eno, compôs para espetáculos de dança e teatro e, no cinema, assinou a trilha sonora do filme “O Último Imperador” (de 1987, dirigido por Bernardo Bertolucci) pelo qual ganhou um Oscar e um Globo de Ouro. Também dirigiu o musical “True Stories” (de 1986), produziu diversos álbuns de música caribenha e brasileira (incluindo trabalhos com Caetano Veloso, Marisa Monte, Tom Zé e Margareth Menezes), e um documentário sobre o candomblé chamado “The House of Life” (de 1989). O prolífico artista também é fotógrafo e escritor, seu mais recente livro publicado no Brasil é “Diários de Bicicleta” (Bicycle Diaries), pelo selo Amarilys. Como membro do Talking Heads, Byrne foi incluído no Rock and ‘Roll Hall of Fame’, em 2002.

 

 
Vídeos e foto – divulgação.