Se fosse feito um ranking dos 15 hits mais emblemáticos da década de 1980, sem dúvida, ‘Fullgás’ estaria entre eles. Faixa título do quinto álbum de estúdio de Marina Lima, lançado em 1984 pela Universal Records, ‘Fullgás’ foi um dos maiores sucessos da artista, que surgiu no cenário musical brasileiro com um Pop/Rock urbano e eficiente.

A canção ganhou os holofotes naquele ano e levou a jovem Marina ao topo, sendo uma das músicas mais tocadas nas rádios, além de fazer com que seu nome virasse mania nacional.

Marina já estava construindo uma carreira bem-sucedida desde que surgiu com o álbum “Simples como Fogo”, lançado em 1979. Mas ‘Fullgás’ foi a primeira parceria dela com o irmão Antônio Cícero que estourou no país inteiro. A cantora e compositora já tinha trabalhado sozinha na levada da canção com uma bateria eletrônica e só depois disso chamou o mano Cícero, que logo na primeira audição, já gostou. Como parte do arranjo já estava pronto, a parceria ficou mais simples e a música saiu em poucos dias.

Cícero batizou a música de ‘Fugaz’ mas Marina, como morou muitos anos (desde garota) nos EUA, ouviu o título como “Full Gas”, algo como ‘tanque cheio’, em português. A canção então acabou intitulada “Fullgás”.

Quem produziu a música foi João Augusto, experiente em bateria eletrônica e programação. Logo, Liminha foi convidado para se juntar ao time de produção. Considerado o maior produtor do Brasil, Liminha chegou somando qualidade para que a música ganhasse o arranjo ideal a partir de seu baixo.

Inicialmente ‘Fullgás’ tinha um andamento parecido com “Billie Jean” (Michael Jackson). Liminha começou a trabalhar na linha de baixo do clássico do rei do pop e, guiado por João, para não parecer plágio, trocou algumas notas e assim a preparação do desenho de baixo acabou virando um tributo.

‘Fullgás’ ganhou as rádios, primeiramente no Rio de Janeiro e logo por todo o país. Ela bateu forte nas pessoas, conquistou um público gigantesco com sua sonoridade bem construída e elegante. O país passava por um processo de democratização e abertura política, e os versos da canção foram tomados pela população como um hino de liberdade. O álbum consagrou Marina como ‘a cantora pop’ brasileira de sua geração.

 

 
Fonte – Canal Bis
Vídeos e fotos – divulgação.
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