Mesmo tendo produzido tantos sucessos, Prince ainda pode te atordoar com sua genialidade. É o que prova a coleção “Anthology: 1995–2010”, a nova compilação póstuma de Prince, lançada em 17 de agosto de 2018 digitalmente pela NPG Records, em associação com a Legacy Recordings, através das plataformas oficiais do músico.

‘Prince Anthology: 1995-2010’ apresenta 37 faixas, entre raridades e surpresas guardadas durante anos, que abrangem 19 álbuns de estúdio. Esta coletânea é uma das edições especiais de lançamentos digitais do extenso catálogo do cantor, compositor e multi-instrumentista.

Prince sempre foi Prince, ele não perseguiu tendências, ele as criou. Dono de uma obra espetacular, o artista, morto em 2016 aos 57 anos, era particularmente prolífico. Alguns amigos pessoais do músico disseram que o que ele gostava mesmo era ficar em casa, criando e tocando – algo como um vício, ou um ofício.

Para a alegria dos fãs, o cofre de gravações não publicadas do artista, finalmente vai ser aberto e sabe-se lá para quantas coleções nos próximos anos. Essas são ótimas notícias!

Estes registros não são tão influentes quanto os primeiros lançamentos digitais, já que os outros incluíram mega-hits como ‘Purple Rain’. No entanto, eles preenchem uma enorme lacuna no catálogo digital de Prince, e prometem agradar tanto aos amantes antigos da arte do músico quanto aos que acabaram de descobrir o trabalho do artista. Os vídeos que estão sendo lançados no youtube oficial do cantor, como “Black Sweat”, conceituam a importância e a qualidade do lançamento.


Prince se estabeleceu como um artista inovador como nenhum outro, um mago no processo criativo, ilimitado em seu talento para produzir, escrever, executar e arranjar – não apenas para si mesmo, mas para outros artistas – além de possuir uma visão pessoal e artística única. O capricho que tinha em suas produções era notável também nos shows, desde figurinos e cenários até a afiada escolha de luz. Pode parecer superlativo mas para muitos que tiveram a oportunidade de ver um show do músico, a experiência vale cada elogio.

Ao embarcar em uma jornada pela liberdade e independência, a música o levou para a vanguarda do mercado. Poucos artistas criaram um corpo de trabalho tão rico e variado quanto Prince. Durante os anos 80, ele emergiu como um dos talentos mais singulares de sua geração, capaz de transitar entre pop, funk, folk e rock. A cada álbum, Prince mostrou notável crescimento estilístico e diversidade musical, constantemente experimentando diferentes sons, texturas e gêneros com consistência e criatividade.

Hoje, conversando com Pedro Leite na sala de programação da itapema FM sobre a obra de Prince, nos deparamos com este vídeo. É um bom exemplo da entrega do artista em cena, como este maestro conduzia o público e seus músicos, o exímio guitarrista que foi, e sua capacidade de incorporar a música como se fosse uma segunda pele. Nesta gravação para a TV espanhola, com a participação especial do músico americano Larry Graham, Prince canta e toca, como poucos, “Sometimes I Feel Like A Motherless Child”.

Fotos e vídeos – divulgação.