O cantor e compositor carioca Rubel estreia na programação da itapema com o segundo álbum de estúdio “Casas”, sucessor do artesanal “Pearl”, de 2013.

Aprovado pelo edital nacional do Natura Musical na categoria ‘voto popular’ para projetos realizados em 2017, “Casas” surge 5 anos depois do álbum de estreia do artista.

Depois de gravar o primeiro disco nos EUA durante um intercâmbio em Austin, o surpreendente retorno marca um novo momento para Rubel. O novo trabalho foi bem elaborado, pensado e estudado pelo músico durante dois anos. A mistura de MPB, Rap e R&B, temperada por batidas eletrônicas, constrói uma atmosfera solar e nos envolve como um abraço demorado.

“A diferença entre ouvir e escutar é a atenção que o indivíduo dedica ao som que recebe. ‘Ouvir’ remete ao sentido da audição, é aquilo que o ouvido capta. Já o verbo ‘escutar’ corresponde ao ato de ouvir com atenção. Ou seja, escutar é entender o que está sendo captado pela audição, mas além disso compreender e processar a informação internamente”. E este disco merece toda a atenção.

Um disco agradável de se ‘escutar’, sem pular nenhuma faixa, do começo ao fim. Um misto de reverência e humildade perante aos grandes nomes de nossa música cria o alicerce desse viciante segundo registro.

Como um convite para desvendar a alma de Rubel, “Casas”, assim como o disco anterior, é um registro guiado em essência pelas emoções. Trata-se de uma profunda reflexão sobre tudo aquilo que o músico vivenciou nos últimos anos e soa de maneira grandiosa mesmo no completo minimalismo de sua atmosfera.

 

De maneira geral, a tônica de “Casas” é essencialmente ‘pra cima’ e otimista. É como se visitássemos um universo íntimo onde é sempre verão.

São 14 faixas, quase 50 minutos de uma experiência notável que envolve honestidade e ousadia. Um disco que coloca Rubel em outro estágio como um novo nome no cenário musical, mas ainda sem uma assinatura realmente própria. Este segundo registro revela a vontade deste artista promissor de avançar, agora com mais essência, com os pés bem fincados no Brasil, no Rio de Janeiro, em casa.

 

 
Vídeos e foto – divulgação.