Flavien Berger tornou-se em poucos anos um dos artistas mais promissores da França na atualidade

É surpreendente saber que um dos nomes mais celebrados da musica francesa contemporânea, o cantor e compositor Flavien Berger, tenha descoberto sua vocação através de um vídeo game. De forma inesperada o artista, ainda adolescente, começou a compor no PlayStation, graças ao jogo ‘Music 2000’. Logo o gosto pela música o levou a escola de artes e ao curso de ‘Sound Design’ na ENSCI de Paris, sua terra natal.

Os primeiros experimentos do músico com outros estudantes de arte, resultaram na formação do Sin Collective, um grupo de jovens criativos que atua na área de animações, filmes, quadrinhos e poesia performática, usando novas tecnologias. Juntos eles produziram instalações e projetos de vídeo, onde Flavien assinava as trilhas sonoras.

Porém sua música logo apontou para outras atmosferas, para outros lugares. É livre demais para ser totalmente categorizada em gêneros ou estilos. Pense em viagens espaciais, pense em uma jornada para o desconhecido. Pense na ousadia de se libertar das formas estabelecidas e da classificação óbvia. Ou melhor, pare de pensar, sente-se, relaxe e aproveite.

Três anos depois do celebrado primeiro álbum, o aquático “Leviathan”, Flavien anunciou seu retorno em abril com a faixa ‘Brutalisme’. O single chegou para apresentar o novo álbum, “Contre-Temps”, que será lançado em 28 de setembro.

‘Brutalisme’ chegou ao mercado com um vídeo filmado pelo colaborador e produtor Robin Lachenal, membro do Sin Collective, e acompanha um cavaleiro medieval de férias à beira-mar. Sem medo do experimentalismo o músico se supera e acerta em cheio com sua sonoridade sem fronteiras.

 

E as novidades continuam chegando. Considerado o maestro francês do sintetizador aos 30 anos, Flavien Berger, acaba de lançar mais um vídeo para o novo álbum e, dessa vez, apresenta a faixa ‘Maddy La Nuit’. Depois de misturar imagens baleares e medievais no vídeo de ‘Brutalisme’, agora ele está navegando em um multiverso surreal, sua voz sonhadora surfa em sintetizadores suaves e vibrantes.

“Para mim, a produção é uma ferramenta tão importante quanto escrever ou compor. Isso faz parte do vocabulário geral de um disco. Eu tinha composto o “Leviathan” pensando numa sonoridade mais crua, tipo banda de garagem e este ano trabalhei com o Logic. Poderia ter sido uma piada, porque é uma ferramenta que eu não conhecia. Mas gosto de descobrir coisas e quebrar meus hábitos. Quando se trata de música e criação, é importante ficar curioso sobre acidentes e fenômenos que você não controla”.

 

 
Vídeos e fotos – divulgação.