Apostar na sonoridade do soul à moda antiga é praticamente ser mais uma agulha no palheiro, já que muitos artistas surgem de diversos cantos do planeta competindo seriamente pela atenção do público. Porém o grupo do Texas, chamado The Suffers, está se destacando atualmente no cenário da soul music, sendo quase um elixir de juventude para o velhinho soul.

No segundo álbum da banda, intitulado “Everything Here”, os músicos apreciam as possibilidades multidimensionais e multiculturais do gênero e está conquistando a crítica com a qualidade do som que apresentam.

Formada por Kam Franklin, nos vocais, o guitarrista Kevin Bernier, o tecladista Patrick Kelly, o impressionante baixista Adam Castaneda, o baterista Nick Zamora, o percussionista Jose “Chapy” Luna, o trombonista Michael Razo e o trompetista Jon Durbin, o grupo surpreende com a nova coleção de 15 faixas.

Existe uma energia contagiante e um inegável combustível toda vez que a banda entra em cena. Desde 2011, os heróis da H-Town têm estado em uma rotina constante e não têm planos de parar. Parece que o segredo para o sucesso deles é simples. O tecladista Patrick Kelly comentou : “Há um groove universal na música que tocamos”, enquanto o baixista Adam Castaneda acrescentou : “Eu não acho que nenhum de nós está tentando impressionar alguém com nossas habilidades técnicas, nós só queremos fazer as pessoas dançarem”.

 

Os Suffers temperam sua sonoridade com tudo o que possa soar divertido – uma grande dose de soul, uma pitada de reggae, um toque de jazz, uma pitada de salsa, um toque de rock’n’roll e uma dose de hip hop e funk – e estes são apenas alguns ingredientes que fazem esse caldeirão ferver.

A banda consegue intermediar gerações com um som atemporal, que, mesmo depois de tanto tempo, ainda carrega a essência do tradicionalismo afro-americano dos anos de 1960 e 1970. O velhinho soul, que já tinha conseguido um poderoso elixir no álbum homônimo de estreia em 2016, continua ainda mais forte, jovial e ousado.

 

 
Vídeos e foto – divulgação.