Uma das compositoras mais criativas do pop está de volta com novo álbum, repleto de provocações políticas, letras maternais e arranjos celestiais. Em “Native Invader”, 15º álbum de estúdio, a cantora americana Tori Amos, aos 54 anos de idade e 25 de carreira solo, continua a desafiar fronteiras com sua música e aprofunda ainda mais o estilo de escrita confessional.

Quando questionada sobre o processo criativo, mais solitário e intenso do que acontece com a maioria das compositoras, Myra Ellen Amos ou Tori Amos, explicou que as canções que cria surgem “sob a forma de estruturas de luz”, onde ela precisa primeiramente entender para depois descodificar.

O lado místico pode ser associado aos índios (ou “nativos americanos”), pois está no sangue ‘cherokee’ da cantora, que admite ter aprendido muito com o avô sobre a estrutura rítmica dos cânticos ancestrais, desde menina.

Tori foi a primeira artista de uma gravadora multinacional a disponibilizar um single para download, além de já ter sido nomeada várias vezes ao Grammy. Ela também já viu suas canções serem transformadas em romances e produziu vídeos inovadores ao longo da carreira.

No final de 2016, divulgou a música “Flicker”, tema do aclamado documentário “Audrie and Daisy”, da Netflix. Como humanitária, Amos é co-fundadora da ‘RAINN’ (Rape, Abuse and Incest National Network), atualmente a maior organização dos EUA contra a agressão sexual.

Na primeira audição/impressão, “Native Invader” é Tori Amos na mais pura dedução. Está lá a voz que tão bem a caracteriza, estão lá as melodias muitas vezes apoiadas no piano (velho companheiro de sempre), também por lá andam seus sopros de inquietação em alguns momentos.

O álbum já está disponível em vários formatos físicos e digitais, e em breve também em vinil. O CD físico pode ser adquirido nas versões simples e deluxe – esta com formato capa dura e mais duas faixas bônus. Confira um dos melhores momentos, a faixa “Wildwood”.

 

 
Video e fotos – divulgação