A banda francesa Nouvelle Vague, é muito conhecida no exterior como uma das propostas musicais mais interessantes dos últimos tempos. Ela empresta seu nome do movimento do cinema francês da década de 1960, que revelou diversos diretores essenciais para a sétima arte, como: Jean-Luc Godard, François Truffault e Claude Chabrol, e tem como base musical a bossa nova brasileira, temperada com outros elementos como o feeling da new wave europeia.

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Desde o começo, com o trabalho de estreia homônimo lançado em 2004, eles revisitam diversas músicas de bandas de rock, punk, post-punk e new wave de 1970 e 1980. Comandada pelos músicos e produtores Marc Collin e Olivier Libaux, os músicos sempre mantém a dinâmica de convidar diferentes cantoras para interpretar as canções de cada disco, reza a lenda que nenhuma delas sabe o que vai cantar antes que a versão da Nouvelle Vague seja gravada.

Foto : divulgação

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Atualmente os músicos estão em turnê mundial divulgando o mais recente álbum, “I Could Be Happy”, onde eles voltam a dar preferência ao inglês e o repertório das canções dos anos 70 e 80, mas diferente de outros discos, a banda começa a dar lugar a produção autoral, que ganha mais espaço. Assim, o novo álbum tem seis covers e quatro faixas originais que dialogam perfeitamente entre si.

Foto : divulgação

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Celebrados na cena musical francesa desde sua estreia, Collin e Libaux conceberam a Nouvelle Vague originalmente com oito vocalistas, entre seis francesas, uma brasileira e uma americana, que não fossem familiarizadas vocalmente com as versões originais das músicas, trabalhando a identidade própria de cada uma, durante o processo criativo.

O destaque de hoje na itapema vem do segundo álbum da banda, “Bande à Part” (2006) – a releitura de “The Killing Moon”, clássico do grupo inglês Echo & the Bunnymen.

 

 
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