Conhecido como ‘embaixador’ da música brasileira, o compositor e ator francês Pierre Barouh – um dos autores da trilha sonora do lendário filme “Um Homem e uma Mulher” – foi um grande difusor da música brasileira na Europa.

Foto : divulgação

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Morto em 28 de dezembro do ano passado de insuficiência cardíaca, Barouh como compositor, escreveu para nomes como Françoise Hardy e Yves Montand. Fundou o selo “Saravah” onde lançou discos de músicos de países africanos, entre eles Pierre Adekengué, um dos precursores da world music, além de ter promovido artistas brasileiros como o percussionista Naná Vasconcelos.

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A relação com o Brasil começou na juventude, quando Barouh, filho de judeus e morador do subúrbio parisiense de Levallois Perret, veio ao país nos anos 1960 com um time de voleibol, tornando-se amigo de compositores que criaram a bossa nova, entre eles o maestro Tom Jobim.

Em 1969, seu interesse pelo Brasil se traduziu no documentário “Samba Saravah”, em que ivestigou a Bossa Nova retratando, entre outros, Maria Bethânia, Paulinho da Viola e Baden Powell. Com Baden, ele gravou uma versão de “Samba da Benção”, onde presta homenagem a vários músicos brasileiros, de Pixinguinha a Vinicius de Moraes. Barouh também dirigiu um documentário sobre os primórdios da bossa nova, em 1972, além de outros três filmes. Ele trabalhou como ator em 20 deles, o último em 2010, “Le Marais Criminels”. Sua mais recente parceria com Lelouch foi em 2005, no filme “A Coragem de Amar”.

 

 
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