O Malawi é um pequeno país africano situado entre Moçambique, Tanzânia e Zâmbia. É de lá que vem Malia, que, depois de se mudar com a família para Londres, iniciou sua carreira musical ao lado do produtor, compositor, arranjador e ator franco-armênio André Manoukian. Desde então, ela colaborou com Manoukian em diversos projetos do músico – que foi parceiro dela também, no seu álbum de estréia – “Yellow Daffodils” de 2002.

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A arte de Malia é resultado de muito estudo e pesquisa. São seis álbuns de estúdio em 15 anos. O swing nativo vêm cuidadosamente misturado na levada Jazzy em que a cantora aposta desde o início da carreira, flertando com a música eletrônica. O suficiente para criar uma fusão de arranjos sofisticados e manter profundas, as raízes na música popular Africana.

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Em “Convergence”, quinto álbum de estúdio, Malia se juntou a uma das metades do duo “Yello”, o produtor suíço Boris Blank. O elo musical de dois diferentes artistas com um mesmo objetivo: a ousadia de criar novas atmosferas com a base electro/pop interagindo com os tons suaves do Chillout e o swing do funk/jazz. O resultado é uma simbiose bem sucedida – a voz orgânica de Malia com a abordagem eletrônica de Boris. Como sugere o título, a mais perfeita tradução de “Convergência”. Esse belo álbum, levou três anos para ser finalizado, é inspirado nos acontecimentos e emoções da cantora – que venceu o câncer de mama.

Malia é o destaque de hoje na programação com o quinto álbum, “Convergence”, lançado em 2014. “I Feel It Like You” é uma excelente introdução para compreender essa artista contemporânea influenciada por Billie Holiday, Sarah Vaughan e Nina Simone, em um de seus melhores momentos.

O mais novo trabalho da cantora é o disco “Malawi Blues/Njira”, lançado em setembro do ano passado.

 

 
Fotos e video – Malia – divulgação.