Chega ao mercado esse mês o 13º álbum solo de estúdio do cantor e compositor Paul Simon. “Stranger To Stranger” traz um leque de instrumentos incomuns, o que confirma mais uma vez a habilidade de Simon de misturar e equilibrar as sonoridades e a sensação sofisticada do músico para o ritmo.

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Como se não bastasse o imenso sucesso ao lado de Art Garfunkel no duo Simon & Garfunkel, emplacando músicas como “The Sound of Silence”, Paul Simon também construiu uma carreira solo consistente com uma abordagem sonora única e criativa. Isso rendeu discos inesquecíveis como “Graceland” (1986) e “The Rhythm of the Saints” (1990). Simon é um dos poucos músicos a experimentar com talento, elementos de outras culturas, popularizando a World Music.
 

Como todo bom pesquisador, Simon sempre exercitou a ideia de se reinventar, introduzindo elementos inéditos em sua sonoridade. Foi assim em seu último álbum, “So Beautiful Or So What” (2011), com música africana, indiana e samples eletrônicos. É característica do cantor essa busca pelo não convencional, pelo desconhecido, pelo experimental.

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O novíssimo “Stranger To Stranger” traz alguns sons diferentes, o músico incluiu o Gopichand (um Instrumento de Corda indiana), o Trombadoo (um híbrido trombone/didgeridoo) e o zoomoozophone (feito de 129 tubos de alumínio).

Além desses instrumentos, o novo disco traz outros elementos criativos mais evidentes como as batidas do DJ italiano Cristiano Crisci (Clap! Clap!), o que permitiu ainda mais experimentações para sua música.

A faixa em destaque na itapema é “Wristband”, que tem uma letra engraçada, sobre um cantor que não consegue entrar no próprio show, bem como uma pegada mais cool. Confira!